POR QUE DESCONTAMOS AS EMOÇÕES NA COMIDA?

Frequentemente os pacientes chegam no meu consultório com a demanda de “compensação alimentar”. Trata-se de um comportamento vicioso, no qual o indivíduo “chuta o balde” no fim de semana e na segunda-feira corre para a academia tentar “queimar as calorias” ou fica só à base de água e salada durante a semana. MAS será que este ritual está correto?

Pesquisas recentes apontam que a ideia de compensação pode trazer prejuízos metabólicos e psicológicos, colaborando até mesmo para desequilibrar a relação do indivíduo com os alimentos. Esse ciclo vicioso pode até contribuir para o ganho de peso a longo prazo. Desta forma, o indivíduo precisa entender que deve ter uma alimentação adequada durante a semana, sem pular refeições e ou restringir um grupo alimentar. A ideia de treinar em dobro também não é válida, podendo até mesmo colaborar para possíveis lesões.

É preciso aprender a lidar com as emoções, com a comida e respeitar os sinais de fome e saciedade. O alimento traz gratificação, prazer sensorial, lembranças emocionais e bons momentos. Quando ocorre algo ruim, é natural buscar algo que diminua essa dor. Afinal a comida é um prazer rápido e fácil, não mesmo? MAS é importante diferenciar a ansiedade da fome, e trata-la adequadamente com o acompanhamento de um Psiquiatra. Quando estiver ansioso, procure se distrair, faça exercícios, escute uma música, leia um livro, saia para passear, brinque com o seu pet de estimação, escreva e etc

Quer saber mais sobre o tema? Procure um profissional nutricionista para maiores esclarecimentos.

Tatiana Palotta Minari – CRN 50.979
*Nutricionista formada pela Universidade Federal de São Paulo/ UNIFESP.
*Mestrado em Psicologia e Saúde com ênfase em Transtornos Alimentares pela FAMERP.
*Pós-graduação em Nutrição e Suplementação esportiva: da Bioquímica e Fisiologia à Prática pela FAMERP.
*Atendimentos: 1- Clínica Estética e Nutrição; 2- Pelle Medical Center.
*Consultora de Controle de Qualidade e Segurança Alimentar para Restaurantes.

Instagram: @tatiminari_nutririopreto 
Facebook: @NutriRioPretoTatiMinari

 

REFERÊNCIAS

BRASIL. “Desmistificando Dúvidas Sobre Alimentação e Nutrição”. Ministério da Saúde. (2016).

Czlapka-Matyasik, M.; Lonnie, M.; Wadolowska, L.; Frelich, A. “Cutting Down on Sugar” by Non-Dieting Young Women: An Impact on Diet Quality on Weekdays and the Weekend. Nutrients 2018, 10, 1463.

Hoffmann, D.A.; Marx, J.M.; Burmeister, J.M.; Musher-Eizenman, D.R. Friday Night Is Pizza Night: A Comparison of Children’s Dietary Intake and Maternal Perceptions and Feeding Goals on Weekdays and Weekends. Int. J. Environ. Res. Public Health 2018, 15, 720.

Köster, E. P. (2009). Diversity in the determinants of food choice: a psychological perspective. Food Qual Prefer, 20, 70-82.

Monteiro LS, Hassan BK, Estima CCP, Souza AM, Verly Jr E, Sichieri R, et al. Consumo alimentar segundo os dias da semana – Inquérito Nacional de Alimentação, 2008-2009. Rev Saude Publica. 2017;51:93.

 

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